Fim dos tempos de bonança
Corintiano sempre foi o torcedor mais chato, até porque, tem que se admitir, são os mais fanáticos. Quem é que não se lembra deles gritando “Eu nunca vou te abandonar. Porque eu te amo!!!” logo após a derrota para o Grêmio na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2007, que confirmou o rebaixamento. A segunda divisão, ironicamente, fortaleceu ainda mais a relação de amor torcida-time. Mas com o Corinthians é assim mesmo, tanto é que o período de maior crescimento no número de corintianos foi no período de fila do time, entre 1955 e 1978. Segundo eles “Quanto mais sofrido melhor”. Nos últimos anos o quadro de “insuportabilidade” passou a se encaixar mais aos são-paulinos. Era simplesmente insuportável, não dava para discutir futebol com nenhum são-paulino, qualquer coisinha que se falava e eles já vinha esbanjando “Só sei que eu sou tricampeão mundial, tricampeão da Libertadores e o Brasileirão já virou rotina”, restava aos torcedores de outros times se calar e se corroer de raiva por dentro. Tudo bem. Não falou nenhuma mentira e ainda se saiu por cima. Flávio Prado, jornalista esportivo da rádio Jovem Pan-AM e da Gazeta, sempre disse que no caso do São Paulo é o time que tem que empurrar a torcida e não a torcida empurrar o time. “Se o São Paulo está ganhando e jogando bem é uma festa danada, mas se o São Paulo joga mal e o placar não é favorável a torcida é completamente inútil”, diz. De fato, ano passado fui ver São Paulo x Fluminense, uma vitória simples daria o título para os paulistas, e dentro de casa, o que é melhor ainda. O Morumbi estava com lotação total, o cenário estava totalmente apto para a festa, contudo, havia um Flu com risco de rebaixamento pela frente e Tartá abriu o placar a favor dos cariocas, silêncio total no estádio. E a torcida? Permaneceu calada, exceto as organizadas, e o que se ouvia eram xingamentos de todos os quilates. Depois do empate de Borges o cenário mudou e gritos de incentivo voltaram e ecoar. Torcer nas horas boas é fácil, encher a boca para tirar sarro da cara dos outros é fácil, xingar jogador é fácil. Porém, qual o verdadeiro papel do torcedor? A meu ver é estar do lado time para o que der e vier. Torcedor de verdade veste a camisa do time no dia seguinte de uma derrota. Esse ano o inferno astral do tricolor paulista parece não ter fim: caiu nas semifinais do Paulistão ante o maior rival, o Corinthians; foi eliminado da Libertadores por um time nacional pela quarta vez consecutiva; terminou o casamento de três anos e meio com Muricy Ramalho; vai mau das pernas no Campeonato Brasileiro; e o Cícero Pompeu de Toledo, motivo de orgulho para o clube, vem acumulando prejuízos, ainda mais depois que Palmeiras, Santos e Corinthinas passaram a deixar de mandar jogos no Morumbi. Nesses anos de bonança o São Paulo tornou mais estreito o seu relacionamento com os outros três grandes do Estado e com a Federação Paulista, até entendo que em certos casos teve (e tem) razões para tal. Contudo, a boa fase parece ter tido seu fim e os resquícios pelo salto alto são sentidos agora. Quero ver quem é são-paulino, qual a verdadeira cara do torcedor tricolor. Ou teremos Morumbi as moscas no restante do Campeonato Brasileiro? Paradoxalmente o estádio, que motivo de orgulho, também é prejudicial ao time. Explico: Santos e Palmeiras podem até ter médias de público inferiores ao do São Paulo, mas, devido à estrutura do estádio, a torcida exerce maior pressão e conseguem incentivar mais o time. Espero que Juvenal Juvêncio e companhia nunca tenham e dissabor de serem rebaixados, porque aí sim o Morumbi ficará as moscas. E os tão orgulhosos tricampeões de tudo só saberão xingar e apontar culpados para os fracassos.
Escrito por Érico Oyama às 23h46
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Muricy e sua saída
Num país em que a impaciência é a principal virtude dos cartolas podemos considerar longíqua a passagem de três anos e meio de Muricy Ramalho pelo São Paulo. Na Inglaterra Alex Ferguson está no comando do Masnchester United há 22 anos e Arsene Wenger, do Arsenal, esrá no clube há 13 anos. O que mais me estranhou não foi a demissão em si, mas sim, a época do ano em ela ocorreu. Quem tem a memória um pouco conservada se lembra muito bem que nos últimos três anos o tricolor paulista sempre teve o início de ano conturbado, faz um Campeonato Paulista morno, perde a Libertadores de modo desastroso (sempre para algum time brasileiro) e depois renasce das cinzas, sempre sendo coroado com a conquista do Campeonato Brasileiro ao final do ano. As desculpas dadas são as de que o relacionamento com os jogadores estava desgastado, muitos deles vinham reclamando a permanência no banco e que o técnico estava desmotivado. Agora vamos à analise fria dos fatos: quem reclamou do banco? Borges (justa reclamação), Washington (é titular, mas não vem rendendo bem, portanto Muricy tinha toda razão em substituí-lo durante os jogos) e André Lima... O que? André Lima? Hauhauhuahuahuahuah!!! Não é a toa que José Simão fala que a profissão mais fácil no Brasil é a de humorista, afinal de contas a piada já vem pronta. Preciso falar alguma coisa? Só posso dizer uma coisa "André Lima, você é um tremendo de um BRINCALHÃO!!!". Admiro Muricy Ramalho, não por suas qualidades como técnico, mas principalmente, como pessoa. É um cara ético, integro, de palavra, qualidades cada vez mais rara não só no futebol, mas no mundo. Tem como lema nunca quebrar contrato e nem coloca multa por recisão por parte do clube, ao contrário de certos treinadores que fazem questão de colocarem valores astronômicos e depois fazem de tudo para ser demitido. Mercado para o mau humorado mais querido do Brasil não falta, no entanto, ele já declarou que quer descansar por um tempo, nada mais justo. Só dou um conselho: se quer realmente descando é bom contratar uma secretária, pois convites para voltar a labuta não faltarão e a cada demissão de algum técnico de time garnde seu nome, com certeza, será a primeira opção da lista. Me espantou a rapidez com que Ricardo Gomes foi anunciado substituto de Muriçoca. Achei a escolha equivocada, não vejo nada de mais no ex-treinador da Seleção Olímpica.
Escrito por Érico Oyama às 11h20
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Jornalismo não tem segredo
Como estudante de Jornalismo pode parcer uma sandice o que vou afirmar nesse post, mas com as devidas argumentações meu posicionamento será compreendido. Sei que haverão muitas opiniões contrárias as minhas, mas fazer o que? E que bom que opiniões divergentes existem, afinal de contasm foram séculos de luta e muito sangue escorrido para alcançarmos o regime político atual, a democracia. Errou o STF em deixar de exigir o diploma para quem queira exercer o Jornalismo? Não! Estudo o tal do Jornalismo e muito do que aprendemos não é nada que exija altos estudos específicos e horas a finco nos assentos acadêmicos. Então quer dizer que sou um tremendo troxa? Pode ser, interprete da maneira como preferir. Mas pense comigo: não é injusto, e até mesmo irracional, não permitir que alguém formado em Ciências Políticas, Gastronomia, Ciências Econômicas, Turismo... seja impedido de fazer uma matérias sobre o assunto peloi qual é especialista pelo simples fato de não possuir o diploma de Jornalismo? Quem entende mais de economia? Um jornalista ou um mestre no assunto? O problema do jornalista é que ele sabe de tudo mas não sabe de nada. O conselho que um foca mais ouve é "Leia de tudo. Saiba de tudo, um jornalista tem que ter uma cutura geral", mas pense bem, essa não é uma regra que se encaixa apenas a nós. TODOS devem, ou pelo menos deveriam, ter uma cultura geral. Dizer que só jornalista sabe escrever bem também é um argumento fraco, senão medíocre. TODOS devem, ou pelo menos deveriam saber escrever bem, uma das primeiras coisas que aprendemos na escola é a ler e... ESCREVER. "Ah, mais quem não estudou Jornalismo não sabe das estruturas de texto que uma matéria deve ter, não sabe o que é lide nem pirâmide invertida". Esse é o problema? É só chegar no cara ao pé do ouvido e dizer "É o seguinte, as informações principais devem estar no primeiro parágrafo e nos parágrafos posteriores você vai pondo informações de menor relevância", pronto! Por que faço Jornalismo? Porque meu sonho sempre foi ser jornalista e não especialista em determinada área. Eu quero ser aquele que sabe de tudo mas não sabe de nada. Quero investigar. Quero passar noites sem dormir. Quero tomar chuva. Quero trabalhar no feriado enquanto todo mundo está se divertindo. Quero comer McDonald´s no fim da noite porque não tem mais nada para comer. Quero ser pago para me manter bem informado. Quero a adrenalina das redações e dos estúdios. Só para finalizar uma informação: um tal de Joelmir Beting e um tal de Juca Kfouri nem formados em Jornalismo são, pois cursaram Ciências Socias na USP. E até que eles são bons jornalistas.
Escrito por Érico Oyama às 09h11
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Inter tranquilo
Com uma bela cagada do destino o Santos conseguiu emplacar uma goleada sobre o abatido tricolor das Laranjeiras. Caso Kebler Pereira tivesse saído no lugar de Molina, que ficou cansado, a vitória seria bem mais suada. Apesar do Fluminense ter ficado com um jogador a menos na metade do segundo tempo, ainda assim conseguia impor forte pressão sobre o time de Vagner Mancini. A ressaca pela eliminação da Copa do Brasil, contra o Corinthians, parece ainda não ter esgotado seus efeitos sobre a boa equipe do Fluminense. O duro mesmo é ver um elenco tão bom, como possuí o Flu, nas mãos de um treinador que prioriza o toque de bola a marcação de gols. “O gol é apenas um detalhe”, segundo Parreira. Quando o treinador chegou nas Laranjeiras disse “É bom voltar ao dia a dia de um clube, estava com saudades da adrenalina”, acho que agora ele já enjoou de tanta adrenalina, corre o risco até de ter uma overdose. A semana de Carlos Alberto Parreira não será fácil, terá que lidar com críticas de torcedores e dar mil e tentar dar mil e uma explicações para o mau desempenho da equipe nos últimos jogos. Até o mês de agosto, quando todas as atenções são focadas no Brasileirão, o campeonato fica morno, em segundo plano. Quando o mês oito chegar começa a fase de reabilitação para os eliminados nos torneios mata-mata, Copa do Brasil e Libertadores, é a chance de salvar o ano. Já quando chega outubro, com a competição no seu auge, começa a fase das declarações “E se...” referindo-se a pontos desperdiçados no início do sertame. Bom mesmo é participar de dois campeonatos ao mesmo tempo e ir bem, aliás, super bem, em ambas. É o caso do Internacional de Porto Alegre, com um elenco de dar inveja a qualquer time brasileiro, os gaúchos que vestem rubro não tem do que reclamar, estão bem encaminhados nas duas principais competições do país. Segura o Inter que eu queri ver. O clássico Choque-Rei não teve nada de mais, daqui uma semana nem os torcedores do Sâo Paulo e Palmeiras se lembrarão desse jogo. Pelo placar já se pode ter um ideia do nível do jogo, afinal, jogo sem gols é jogo chato, é jogo frustrante, é jogo para se esquecer. Os destaques foram o pênalti claro cometido por Mirando sobre Diego Souza e as duas expulsões, uma para cada lado.
Escrito por Érico Oyama às 21h13
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Santos Classificado
Enganou-se quem achou que o Santos viria com uma postura defensiva e iria esperar o Palmeiras atacar para sair no contra-araque. Os comandados de Vagner Mancini pressionaram a saída de bola palmeirense desde o início e não deram espaço para a criação de jogada do adversário. Madson foi o destaque da partida com uma atuação que teve raça, velociadade, coração, vontade e esforço contínuo. Não parou um minuto sequer e esteve presente em todas as partes do campo. Foi o autor do primeiro gol após belíssimo passe de Neymar. No segundo tempo a nova dupla de revelações santistas entrou em ação. Paulo Henrique, o meia que joga com inteligência, lançou Neymar, o atacante de canelas finas, que entrou com a bola dominada dentro da área e sofreu penalti, que foi convertido por Kleber Pereira. Mas peraí, meia inteligente com atacante de canelas finas, parece que eu já vi esse filme antes. Fábio Costa tomou um frangasso no chute despretensioso de Pierre, 2 a 1 no placar. Venceu o melhor, que teve mais vontade, que lutou mais, que foi mais objetivo, que foi mais ofensivo. Mas, infelizmente, o fato que tomará conta dos jornais de amanhã e dos papos de esquina não será a brilhante atuação do Peixe. Mas sim o show protagonizado por Diego Souza após ter sido expulso por causa de uma discussão com o zagueirão Domingos. Não é novidade para ninguém que jogadores de futebol vivem trocando "elogios" dentro de campo. Cabe ao meia do Palmeiras ter mais calma e malanfragem para saber contornar certas situações. Diego Souza perdeu toda a razão quando quiz partir para a agressão física. Fiquei assustado com sua atitude após sua expulsão, ficou totalmente fora de si e queria porque queria partir para cima de Domingos. Quem pagou ingresso para ver futebol acabou sendo brindado com um belo impom de Diego Souza em Domingos. Depois ainda querem cobrar paz nos estádios e atitude amistosa por parte das torcidas. Não estou, nem quero, defender a violência por parte da torcida, mas acho que o exemplo deve começar pelos protagonistas do espetáculo: os jorgadores. Quem fez a melhor campanha na primeira fase foi derrubado por quem se classificou no último minuto para as semifinais. Fato no mínimo curioso e que justifica a paixão que causa esse tal de futebol.
Escrito por Érico Oyama às 23h51
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Força Rogério
No último texto abordei a má fase pela qual Rogério Ceni vinha passando. A contusão veio confirmar que a fase, que já era ruim, passou a se tornar um verdadeiro pesadelo com a contusão no tornozelo. Com 36 anos de idade e já ter conquistado tudo que um jogador profissional poderia almejar, cheguei a temer que ele decidisse parar de jogar. Fiquei tranquilizado com o depoimento de Marco Aurélio Cunha afirmando que "não" esse não é o fim da carreira do ídolo tricolor, diria mais, ídolo do futebol. Sou santista mas tenho Rogério como um dos meus maiores ídolod, tanto por sua atuação dentreo de campo quanto ao seu caráter como pessoa. Ainda veremos Ceni oir muito tempo dentro das quatro linhas. Que bom! Boa sorte na recuperação Rogério, você merece tudo de bom.
Escrito por Érico Oyama às 10h44
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Fases e fases
A pouco mais de uma hora se encerrou o jogo válido pelas semifinais do Campeonato Paulista, o Corinthians se sagrou vencedor sobre o Sâo Paulo, 2 a 1, com um belíssimo gol de Cristian nos minutos finais da partida. Ontem o Santos venceu o Palmeiras, por 2 a 1 também, e agora precisa apenas de um empate, sábado no Palestra Itália, para ir à final. Poderia comentar os jogos, que por sinal foram belíssimos, mas prefiro abordar o caso de dois jogadores em especial: Diego Souza e Rogério Ceni. O meia do Palmeiras passa por uma fase excepcional, arrasou no jogo de quarta-feira na Ilha do Retiro e ontem deu um passe espetacular para Cleiton Xavier servir Keirrison no gol do alviverde. Contestado na temporada passado por causa de seu baixo rendimento, acabou não fazendo jus ao status de maior contratação de 2008 (R$10 milhões). Nas últimas partidas conseguiu reencontrar o bom futebol e está de bem com a torcida. Na contramão de Diego Souza vem o ídolo tricolor, o experiente goleiro Rógério Ceni. Titular absoluto, o capitão são-paulino não passa por uma faze muito boa. Falhou nos gols sofridos contra o São Caetano e contra o Defensor do Uruguai e hoje, por duas vezes, quase que entrega o ouro nas mãos dos corinthianos. Na primeira falha ele bateu roupa e a bola bateu na trave e na segunda falha ele fez uma defesa de dois tempos de modo estranho, fazendo com que a bola sobrasse para Elias, que para sorte de Rogério errou o alvo. Crédito com a torcida o goleiro-artileheiro tem de sobra e tais falhas não se devem a falta de treino, poço assegurar com 100% de certeza. Não é novidade para ninguém o fato de que Ceni é o primeiro a entrar e o último a sair de campo nos dias de treinamento no CT da Barra Funda. É apenas uma má fase. É fascinante essa coisa de boa e má fase, não só no futebol, mas na vida em geral. Todos já devem ter se deparado com momentos em parece que tudo conjumina para que as coisas deem certo. Assim como todos também já devem ter passado por uma fase em que parece que tudo conspira para que as coisas deem errado. Ema ambos os casos é preciso ter a cabeça no lugar. Durante a bonança é preciso se preparar para o dia em que as dificuldades começarem a aparecer e no momento de dificuldade é preciso ter paciência e persistência para fazer a uruca ir embora. Daí o motivo daquelas frases prontas: "Nem tudo está tão ruim que não possa piorar" e "Nada, por mais ruim ou bom que seja, dura para sempre". Afirmações piegas mas verdadeiras.  
Escrito por Érico Oyama às 19h52
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Cinema
O Oscar já passou faz tempo, mas eu não poderia de fazer tal observação: ou eu não entendo absolutamete nada de cinema ou a Acadêmia usa de critérios que eu realmente não consigo entender. Explico, assisti ao tão aclamado "Quem quer ser um milionário?" de Dan Boyle e não consegui ver no que este filme supera "O Curioso Caso de Benjamim Button" de David Fincher, o roteiro não prende tanto quanto o conto de Scott Fitzgerald e não há criatividade alguma no fio condutor da estória. A Acadêmia não se preocupa com justiça e elege os vencedores de acordo com as necessidades de Hollywood, que agora decidiu consagrar os filmes de menor orçamento e preterir as super produções. O melhor nem sempre vence.
Escrito por Érico Oyama às 19h19
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Pensamento Político
Maquiavel afirma em O Príncipe que a política resulta da ação social a partir das divisões sociais. Aqueles que possuem ampla propriedade privada e detêm o poder agem na manutenção do regime político vigorante e oprimem o povo de forma implícita. Enquanto o povo opera no sentido contrário, ou seja, luta contra a opressão e quer a mudança no cenário político para uma sociedade mais igualitária, justa e que beneficie os menos favorecidos. O objetivo da política não é a justiça e o bem comum, mas sim a tomada e manutenção do poder. Essa luta de opostos tem como exemplo o PSDB, os chamados tucanos e que representam a burguesia brasileira, atual (classe média), e o PT, que luta pelas classes mais baixas. De 1995 a 2002 os tucanos detinham o cargo de presidente da república, com Fernando Henrique Cardoso, perderam as eleições presidenciais para Lula em 2002, com José Serra, e em 2006, com Geraldo Alckmin. O atual presidente, Lula, não concorrerá à próxima eleição e juntamente com o PT e seus aliados já começou de maneira implícita a campanha eleitoral para eleger Dilma Roussef, presidente do Brasil em 2010 e, assim, manter o poder sob posse de sua sigla. O príncipe (governante) não deve aliar-se aos grandes, pois eles querem tomar o seu poder, e aliar-se ao povo, que é maioria e o auxiliará na manutenção do poder. Por isso deve-se sempre estar à disposição para a necessidade do povo e ser mais poderoso que os grandes. É o que acontece durante as campanhas eleitorais para cargos executivos, quando os políticos exaltam a importância das populações mais carentes e prometem várias ações assistencialistas a fim de atrair votos. A política não tem compromisso algum com as virtudes éticas e morais que regem a vida privada. O príncipe deve agir com a virtu, o que significa atuar da maneira mais conveniente para cada situação e não manter uma linearidade de comportamento, se for preciso mentir, que minta, se for preciso, ser cruel, que seja e assim por diante, mas sempre mantendo o seu poder inflexível. Por exemplo, quem age de maneira ilícita é reprimido pela polícia e o poder judiciário, já aqueles que sofreram algum acidente ou está doente tem direito a tratamento médico gratuito pelo SUS(no Brasil), portanto, cada situação requer uma medida específica. As ideias de Maquiavel deram a abertura para o pensamento político moderno e foi o ponto de partida para outros pensadores. Hobbes aborda o medo que as pessoas tem da morte violenta e de terem suas propriedades tomadas por meio da força. Por isso as pessoas passaram a criar armas e a cercar suas propriedades, mas o problema é que sempre haverá alguém mais poderoso e poderá fazer o que bem entender quando quiser, não há garantia a propriedade privada. Por ser a nação mais rica e poderosa do mundo os EUA, consequentemente, possuem o maior poderio bélico também, tanto para proteger sua população quanto para efetuar suas estratégias econômicas e políticas e que se disfarçam de medidas assistenciais(como é o caso da Guerra do Iraque). Rousseau prega que a propriedade privada faz com que crie-se uma situação de guerra de todos contra todos. Para garantir o direito da propriedade privada é preciso um Estado e fazer com que os cidadãos se tornem súditos da lei, mas garantindo a individualidade civil. Ambos, Hobbes e Rousseau, foram os precursores do que se chama liberalismo, que prega a intervenção do Estado na formulação e cumprimento das leis, priorizando sempre o direito a propriedade privada. A Economia deve caminhar sozinha e se auto-regula com a mão invisível(segundo Adam Smith) do mercado, a frase que simboliza o liberalismo é o ''laissez faire, laissez passer'', que significa ''deixe fazer, deixe passar'', a qual deve ser a postura do Estado. O Estado Liberal não permitia que alguém sem posses (trabalhadores, mulheres e negros) possuíssem poder político. Revoltas e lutas mudaram essa situação e existem vários exemplos na atualidade para comprovar essa mudança: o presidente do Brasil (Lula) é um ex-proletariado e veio do povão, o presidente dos EUA é negro, ano passado os republicanos puseram uma mulher (Sarah Palin) para concorrer ao cargo de vice-presidente dos EUA. Até mesmo no esporte há exemplos: o campeão da última temporada de Formula-1 é negro (Lewis Hamilton), a atual número um do tênis feminino também é negra (Serena Williams) e o futebol, que tinha muitos times que só permitiam jogadores brancos hoje tem ídolos negros. A crise econômica atual é a crise do pensamento liberal causada pela concessão desenfreada de crédito sem comprovação de renda nem garantias, o chamado crédito subprime. O Estado está tendo que intervir de forma drástica para salvar a economia. Por meio de pacotes bilionários os governos tentam reativar os mercados. Ano passado um pacote de 700 bilhões de dólares foi aprovado(sob posse de Bush que é republicano) para ajudara os bancos norte-americanos, houveram restrições para a provação do pacote, que beneficia a burguesia, mas foi aprovado após algumas seções assembléia. Já um pacote de 800 bilhões de dólares (sob posse de Obama que é democrata), proposto para reativar a economia e gerar emprego para aqueles que foram demitidos (o povo), teve uma série de entraves por parte dos republicanos e teve seu valor diminuído para 787 bilhões de dólares, numa demonstração de que assim como Maquiavel dizia o desejo dos grandes é oprimir e comandar. Quando o pacote era para beneficiar aos grandes os republicanos não ofereceram resistência, já para o pacote em benefício do povo a atitude foi oposta.
Escrito por Érico Oyama às 11h16
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O primeiro gol a gente nunca esquece
Pela primeira vez o garoto Neymar, de apenas 17 anos, entrou como titular entre os profissionais. Engana-se quem acha que é muita pressão em cima de um talento em potencial. Ao contrário de Lulinha o menino de canela finas não se intimidou diante dos pouco mais de 16 mil torcedores que compareceram ao Pacaembu. Ainda há muito o que se corrigir e melhorar no atacante, que peca ao prender demais a bola e exagerar no individualismo. Mas o que mais chama a atenção nele é o porte físico, possuí altura de 1,74m e, pasmem, apenas 54 kg. O estilo de jogo dele se caracteriza pelos dribles em velocidade, porém porte físico é uma necessidade nos moldes do futebol atual. Só para tranqüilizar os santistas, o pupilo já faz treinos especiais para fortalecimento da musculatura. São pontos fáceis de serem lapidados e corrigidos. Talento, visão de jogo e bom posicionamento ele já possuí, qualidades cada vez mais raras no mundo da bola. Afinal de contas correr e dar trombadas são tarefas que qualquer cabeça de bagre executa. Foi a terceira vez que o atacante atuou pelos profissionais, qualidade ele já havia demonstrado nos dois jogos anteriores, faltava o mais importante: marcar gol. A torcida pediu e Neymar atendeu, com um peixinho estiloso ele marcou o terceiro do Santos na goleada de três a zero sobre o Mogi Mirim. A comemoração teve mais estilo ainda, com um soco no ar, lembrando um certo camisa 10 que já jogou no time da Vila. Pela primeira vez vi um jogo do meu Santos no Pacaembu, pela primeira vez vi Neymar atuando e pela primeira vez ele marcou um gol, primeiro de muitos, pelo menos é o que esperam Wagner Manciini e companhia. Os investimentos e expectativas em relação a Neymaravilha são muitos, se 10% se concretizar será um ídolo do futebol brasileiro. Caso um dia seja um craque de renome poderei estufar o peito e dizer: “Quando o Neymar marcou o primeiro gol da carreira eu estava presente no estádio. “
Escrito por Érico Oyama às 08h17
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Quanto mais feio melhor
Domingo houve a entrega do Oscar 2008 e mais uma vez Brad Pitt não foi coroado com a estatueta mais badalada no mundo do cinema. Ainda não assisti a Milk- A Voz da Igualdade, mas pelo que pude ouvir e ler, não houve injustiça ao conceder a Sean Penn o prêmio de melhor ator. Estava lendo as expectativas de Luiz Carlos Merren (O Estado de S. Paulo) sobre os possíveis vencedores de domingo e me deparei com uma afirmação que me chamou a atenção. Ele dizia que Brad Pitt está arrasador no papel de Benjamin Button, mas que contra ele conspiravam os fatos dele ser bonito, do filme ser uma “fantasia” e que o rosto dele foi posto em outros corpos para caracterizar as diferentes idades. Até entendo que não atuar o filme todo com cem por cento de seus trejeitos é uma desvantagem e que academia queira maior prestígio e passar a premiar filmes que sejam mais Cult e não os famosos arrasa-quarteirões. Mas o que é inaceitável é deixarem de serem justos com atores do sexo masculino devido a sua beleza. Aliás, acho que Brad Pitt é um dos únicos homens na face da Terra que tem raiva de sua beleza. É curioso porque tal critério não se repete com as mulheres, esse ano mesmo as duas atrizes vencedoras, Penélope Cruz (melhor atriz coadjuvante) e Kate Winslet (melhor atriz), são lindas. Não quero dizer que todos os vencedores são feios, Marlon Brando e Yul Brynner que os digam. Porém não existe ninguém melhor do que Paul Newman para comprovar a tese de que beleza não atrai the academy, ganhou um Oscar pelo conjunto da carreira em 1985 e só ano seguinte foi premiado do modo “normal” por sua atuação em A Cor do Dinheiro. Se o caso de Newman for regra, Brad Pitt ainda tem muita estrada pela frente antes de receber uma estatueta. Em Hollywood ser feio é uma virtude.
Escrito por Érico Oyama às 18h12
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Pacotão de Obama
Parece que só o presidente Lula ainda não percebeu que a crise é global no sentido real da palavra e não pertence apenas à União Européia e aos Estados Unidos. O pior é que ele sabe que os efeitos são fortes por aqui, mas prefere manter a onda de otimismo e sustentar a aprovação recorde de seu governo, que é de 84%. Se estivessemos tão tranquilos não iriamos ter que recorrer à OMC(Organização Mundial do Comercio) contra as medidas protecionistas que estão se tornando medidas cada vez mais comum entre os países que querem protejer seus níveis de emprego e produção industrial. Barack Obama não vê a hora de seu pacote de 900 bilhões de dólares ser aprovado no Senado, o objetivo do pacote: fazer a economia norte americana engrenar novamente com obras públicas, gerando emprego, consumo, desovar os estoques dos galpões e evitar novas demissões na industria. Trata-se de uma medida keynesiana, a mesma que foi utilizada na década de 1930 pelo presidente Franklin Roosevelt. Um resumo chulo das ideias de Keynes é a seguinte: é preciso garantir empregos e renda aos trabalhadores para movimentar a economia, para isso, o governo deve realizar obras, mesmo que não haja mais a necessidade de mão de obra deve-se efetuar a empregabilidade, nem que seja para fazer buracos e depois tapá-los. Pois bem, o pacotão tinha inicialmente clausulas de protecionismo extremo em que se exigia a utilização exlusiva de insumo norte americano na realização das obras e foi denominado buy American. A contestação mundo afora foi geral, como o maior consumidor do mundo pode deixar de comprar de uma hora para a outra? As queixas foram ouvida e o Senado afroxou a medida para evitar uma guerra comercial, o problema é que o Tio Sam se propôs a comprar apenas de países signatários, do Acordo de Compras Governamentais como Canadá e União Européia, deixando o chamado BRIC(Brasil, China, India e China) a ver navios. Obama está começando a sentir as dificuldades de governar a marioa potência econômica do mundo e tem como obstáculo o fato de não ter autônomia nas cadeiras do Senado para aprovar suas medidas. Até mesmo membros do Partido Democrata são contra o pacotão, que dirá os Republicanos, céticos em relação as vantagens de tal medida ousada. Riscos existem, no entanto é necessário a tomada de medidas ousadas, tendo em vista que não se trata de uma crise simples, mas sim de um colapso financeiro gigantesco, o maior dos últimos cinquenta anos e que começou a ter efeitos avassaladores no setor produtivo desde novembro. A cada dia se ouve mais notícias de corte na produção, demissões, férias coletivas forçadas, diminuição na jornada de trabalho e fechamento de fábricas no mundo todo, inclusive no Brasil. Ano passado Bush e compania fizeram um pacote de 700 bilhões de dólares para ajudar os bancos e dar fôlego ao mercado financeiro. Agora é hora de ajudar a população de renda mais "normal" e que não teve culpa nehuma nos estragos causados pela farra do crédito em Wall Street. Num regime democrático o Estado deve tratar todos de modo igual, mas a demora na aprovação do pacote em prol do povo mostra que tal premissa é muito bonita nos manuais de política, na vida real a coisa é bem diferente.
Escrito por Érico Oyama às 23h27
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Klebers não deixarão saudades
Santos e Palmeiras parece que terão motivos para sentirem falta de seus Klebers(lateral esquerdo e centroavante, respectivamente).
O Peixe porque repatriou um antigo ídolo do time e querindinho da torcida, o aguerrido Léo, que andou pelas bandas de Portugal jogando no Benfica os últimos 4 anos. Está de volta e animado para tentar reviver as glórias que os consagraram em solo praiano.
Já pelos lados do alviverde, a torcedor ganhou nesta tarde motivos de sobra para não sentir falta de Kleber Gladiador. Foram dois motivos para ser mais exato: um gol de pênalti(muito bem batido) e um golaço digno de artilheiro, dele, o K9, mais conhecido como Keirrisson. A dúvida em relação ao ex-coxa branca não gira em torno de seu desempenho dentro de campo, isso ele já provou hoje, mas sim sobre quanto tempo a diretoria palmeirense vai conseguir manter o jovem matador em solo brasileiro.
Léo é veterano e veio para encerrar a carreira no Brasil, já Keirrison é jovem e tem uma longo e promissor futuro. O que ambos tem em comum? Vieram para que os tocedores de Santos e Palmeiras nem se lembrem de que Klebers já passaram pela Vila e pelo Palestra.
Escrito por Érico Oyama às 19h56
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Que venha Obama
Amanhã será um dia histórico, pela primeira vez um negro tomará posse da Casa Branca e governará os Estados Unidos da América.
As expectativas são as melhores em relação ao seu plano de governo. Só é preciso saber se na prática Barack Obama conseguirá ter resultados tão bons quanto a estrutura que está sendo montada para nada dar errado em sua posse: mais de 20 mil homens para segurança, telões gigantes serão instalados ao redor do Parque National Mall(onde ocorrerá a posse) para que o público presente não perca nada, ruas e pontes serão interditadas fazendo com que os únicos meios de se chegar à avenida Pensilvânia sejam a pé ou de metrô(ainda bem que o transporte público funciona bem por lá). É o mínimo que os organizadores devem fazer, afinal de contas são esperados mais de quatro milhões de pessoas.
Vai parecer mais um super show pop do que evento político.
E não é para menos, para sorte ou azar do hawaiano o presidente Bush fez um dos piores mandatos da história dos EUA. Fez duas guerras, sendo que a útima, contra o Iraque, ele mesmo assumiu que foi um equivoco, o problema é que esse pequeno equivoco custou milhares de dólares e de vidas.
Obama pega o país mais poderoso do mundo em situação crítica? Sim. No entanto, tal fator pode facilitar a demonstração de resultados de suas ações. É como alguém que se encontra no fundo do posso e qualquer medida tomada é considerada positiva.
Só não pode acontecer o mesmo que ocorreu no Vasco da Gama, que era presidido havia anos por Eurico Miranda(odiado por todos não-vascainos) e viu o time ser rebaixado para e segunda divisão do Brasileirão ano passado sob a posse do novo presidente, o ídolo Roberto Dinamite.
No começo de seu mandato os maus resultados do time dentro de campo eram atribuidos aos resquicios da má admnistração da chapa anterior. Durante alguns meses essa desculpa é plausível, porém após mais de seis meses a atual presidência precisa começar a mostrar serviço e deixar de reclamar. Infelizmente não foi isso que ocorreu e o resultado todos já sabem(Vascão na segunda divisão).
Esse ano Dinamite tem a chance de começar do zero e mostrar sua competência como cartola.
A comparação entre Obama e Dinaminte é chula admito, mas é valida. O que se espera do marido de Michelle é mudança e resultados, e se demorar muito a torcida no mundo inteiro vai começar a chiar. Ah vai!
Escrito por Érico Oyama às 23h30
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E a Faixa de Gaza...
E os ataques à Faixa de Gaza continuam, nesse conflito que parece ser interminável. Chego a pensar que Israel e Palestina chegaram a um ponto em que eles nem se lembram mais como e por que estão brigando.
O problema maior é que não existe apenas uma razão para tal barbarie. Os bombardeios se dão por causas religiosas, políticas, ideológicas, econômicas, mas principalmente por orgulho ferido.
E quando tudo parecia que ia ficar tudo na paz em 2006 quando Israel liberou a Faixa de Gaza para os palestinos, vem o Hamas e bota mais fogo no caldeirão. É aquela velha história, se você da o dedo eles querem a mão, se você da a mão eles querem o braço e assim por diante.
O Hamas não só quer o domínio da Faixa de Gaza, mas sim a devastação de todo o estado judeu. Para piorar a situação ainda mais, não é considerado um grupo de ação política, mas sim de ação terrorista.
Tanto provocaram os judeus que chegou uma hora em que a paciência de Israel acabou, resultado: mísseis, explosões, mortes(de muitos inocentes inclusive) e dor para os palestinos. Dor essa que poderia ser evitado caso houvesse menos ambição desnecessária por parte do Hamas.
Sinto dizer que o neto do meu bisneto ainda vai ler e ouvir muitas notícias sobre tal conflito. Os fatos dos últimos dias são apenas a capítulos de uma novela que está muito longe de ter um final. Novela essa complicada em que não existem mocinhos nem vilões, e devido a tantas vidas já perdidas, é impossível de ter um final feliz.
É uma novela com várias Floras, porém todos acham que são Donatelas.
Escrito por Érico Oyama às 01h00
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