Semana agitada em São Paulo

Semana um tanto quanto esquisita e saborosa para quem gosta de futebol.

A expectativa era imensa para o confronto entre as duas maiores torcidas do país. No fim das contas o Corinthians venceu, mas não levou e quem pagou a conta foram os donos de estabelecimentos ao redor do estádio Paulo Machado de Carvalho.

Os meses de planejamento foram por água abaixo antes mesmo do fim do primeiro semestre, resta agora desmanchar o elenco caríssimo e lutar no Campeonato Brasileiro.

No Palmeiras a situação não é muito diferente e, embora a desclassificação alviverde tenha sido ofuscada pelo o que aconteceu no Pacaembu, não deixa de ser vexatória. Com todo o respeito ao Atlético-GO, mas o verdão tinha a obrigação de se classificar as semifinais da Copa do Brasil. E se a torcida palmeirense normalmente já é chata, imagine agora.

Na Vila Belmiro foi só alegria para o time praiano e lamentação por parte de Vanderlei Luxemburgo, que após a partida afirmou não pisar mais no Urbano Caldeira como terinador do Peixe. Isso é bom ou não para o Santos? Cabe a cada um julgar. Se levarmos em conta a atual fase do treinador tal afirmação é boa para os alvinegros praianos, no entanto, se levarmos em consideração todo o seu histórico vitorioso e tudo o que o Luxa já fez pelo Peixe, é uma pena.

No Morumbi também houveram queixas por parte do maior ídolo são paulino de todos os tempos: Rogério Ceni. Sua entrevista coletiva foi uma das melhores concedidas nos últimos tempos, já que estamos fartos dos tão batidos "Graças a Deus" e "com certezas".

A classificação do São Paulo foi no "ufa!", mas foi. Tricolores, aprendam a ser mais pacientes com a equipe, vaiar não irá ajudar em nada.

 



Escrito por Érico Oyama às 10h23
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Domingo maravilhoso

Não esperem qualquer tipo de imparcialidade nesse texto. Há pouco descobri que dificilmente me tornarei jornalista esportivo porque só consigo acompanhar as notícias futebolísticas assiduamente quando o Santos está bem na fita.

Não é a toa que esse ano tenho acompanhado feito um louco todas as mídias que falam do esporte, é simplesmente uma delícia ouvir o cronistas esportivos rasgando elogios ao seu time de coração. Ainda mais porque também descobri que sou mais ídolo dos jornalistas esportivos do que dos próprios esportistas. É claro que as exceções existe e, por isso, sou fã confesso de Ayrton Senna, Giovanni (o messias), Rogerio Ceni (sim, ele é meu ídolo), Muricy Ramalho (por sua postura, não pelo estilo de jogo), entre outros.

Mas esse meu post é para desabafar e dizer que os defensores do futebol caneludo e recheados de caneludos tiveram um duro golpe esse fim  de semana. O futebol moleque superou o futebol pragmático.

Concordo com quem diz que esse time do Santos ainda não teve um teste real, afinal de contas, só enfrentou time pequeno esse ano. Aliás, se mantiver esse pensamento, o glorioso alvinegro praiano não enfrenta um time grande já faz algum tempo, nosso último confronto por um torneio de relevância contra um time grande foi em 1963 contra o Milan.

Estou rouco, to nem aí, ganhamos do São Paulo e quem menosprezou Neymar teve de engolir dois tentos do nosso garoto prodígio, com direito a paradinha e tudo.

Gol de mão? O Adriano também fez, pelo próprio São Paulo, em 2008 e ouvi dizerem “O mundo é dos espertos”.

Vou dar um desconto, tira esse gol de mão, mesmo assim ganhamos de 2 a 0. Penalti roubado? Tira esse gol também e ainda assim venceríamos por 1 a 0. E de lambuja dou o gol de Paulo Henrique Ganso de presente para o São Paulo, pois, mesmo que perdêssemos de 1 a 0 ainda assim nos classificaríamos. Hahahahaha!!!

De manhã fui campeão da Liga Nacional de vôlei feminino com o Osasco e a tarde me classifico para a final do Paulistão. É muita alegria para um domingo só. Ficou faltando a vitória de Felipe Massa de madrugada, mas aí já é pedir demais.

Papai do Céu, muito obrigado por eu ser Santista.



Escrito por Érico Oyama às 13h00
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Natureza Maradonística

Fruto do futebol moderno, em que os atletas se profissionalizam e são contratados cada vez mais jovens, Lionel Messi é o símbolo de muito trabalho aliado ao talento de um gênio. Com apenas 22 anos de idade já conquistou mais títulos do que grande parte dos jogadores de futebol sequer almejou um dia alcançar.

 

Por causa de suas inúmeras semelhanças com Diego Maradona, incluindo nacionalidade, estatura e estilo de jogo, as comparações se tornam inevitáveis. Será Messi melhor do que Maradona? Isso só o tempo dirá, até porque a história do esporte, do futebol mais especificamente, já se mostrou injusta em inúmeros casos.

 

O Pulga, apelido recebido devido ao seu tamanho, é hoje o melhor jogador de futebol em atividade. Tal afirmação não é baseada apenas ao fato de ele ter recebido tal premiação da FIFA no último dia 21 de dezembro. Não é preciso entender muito de esquema tático para chegar a tal conclusão, basta parar na frente da televisão por cinco minutos e vê-lo atuando pelo Barcelona. A lista de adjetivos necessários para descrever seu modo de atuar dentro de campo pelo time catalão é infindável: fantástico, mágico, maravilhoso, encantador.

 

É uma pena ter de especificar com qual camisa ele atua para entender de onde vem tanto fascínio por parte da imprensa esportiva e dos apaixonados pelo futebol. E não há povo que lamente mais tal fato do que o povo argentino. Sim, porque a produtividade e o encanto do meia-atacante se perdem quando joga defendendo sua pátria. Seria falta de estímulo? Não, trata-se de um erro no esquema tático montado pelo treinador Diego Armando Maradona, que o põe para jogar como meia armador, ou seja, tem uma função específica para desempenhar. Já no Barcelona a jóia rara atua solto no ataque com total liberdade de movimentação e, assim, pode aprontar suas peripécias, mas sempre com responsabilidade e de modo produtivo.

 

Soa estranho tal erro ser cometido por Dieguito, logo ele que sabe tão bem a necessidade de um gênio, assim como ele foi, de total liberdade para melhor render. Mais estranho ainda é ele estar reprimindo alguém que é comparado com ele mesmo. É inevitável começar a achar que tal posicionamento tático é feito de modo proposital. Afinal, seu reinado absoluto na terra do tango passou a ser ameaçado.

 

Os mais puritanos dizem “Ah, mas ele não iria ser tão maquiavélico. Até porque Maradona ficaria muito mais marcado para a história se ganhasse uma Copa do Mundo como treinador”. Enquanto os mais céticos dizem “É, mas já pensou se ele ganha uma Copa do Mundo como treinador sem o brilho de Messi? Iria aumentar seu prestígio nacional e acabar com qualquer dúvida de quem é/foi melhor”.

 

Se fosse qualquer outra pessoa do mundo tal dúvida não seria sequer cogitada. Mas como se trata de Maradona...



Escrito por Érico Oyama às 18h28
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Viva os homicidios

Acho simplesmente repugnante quando determinado assunto toma conta de toda a mídia. Esse “toda” não é nenhum exagero, inclui rádio, jornal impresso, telejornais, revistas, portais eletrônicos de notícia e tudo o mais que se refere a veículos informativos.

Já ficou claro que me refiro ao caso Isabella Nardoni, que essa semana se tornou o principal assunto em pauta nas redações afora. O fórum de Santana é o local que mais concentra jornalistas e curiosos por metro quadrado desde segunda-feira.

É um ótimo período para os nossos políticos realizarem mais maracutaia ainda. Sem falar nos fatos referente a economia, política internacional e corrida eleitoral, que ficam em quinto plano. A overdose de Isabella voltou para meu desespero.

Preparem-se, daqui alguns meses teremos o julgamento de Lindember Alves Fernandesm, do caso Eloah e de Carlos Eduardo Sundfeld, do caso Glauco.

São os anti-herois que alimentam a mídia, infelizmente. Ainda teremos muitos Lindembergues , Alexandres e Suzanes e todos terão muita atenção da mídia. Mas aí fica a pergunta, ou melhor, o dilema: a mídia mostra porque as pessoas querem ver ou as pessoas vêem porque a midai mostra?



Escrito por Érico Oyama às 16h59
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Fausto e a Modernidade

Conhecimento é a “commoditie” mais valiosa na modernidade, num tempo onde a razão é o fator predominante para qualquer decisão a ser tomada. Porém, o tão aclamado conhecimento só se trona valioso, de fato, se for canalizado para meios práticos. Um intelectual que permanecer trancado em seu reduto estudando não trará nenhum avanço nem benefício à sociedade.
O sistema econômico predominante no mundo, salve raras exceções, é o capitalismo, que, como diria Karl Marx, “coisifica” tudo o que existe, desde matéria prima até ideias e pensamentos. Assim, de nada adianta você ser a pessoa mais inteligente do mundo e ter idéias mirabolantes se não for usado de modo comercial para gerar ganhos financeiros. Conhecimento adquirido sem fins práticos soa como algo patético e desnecessário, beira a idiotice.
Foi assim que Fausto se sentiu ao ver a peste se alastrar pelo mundo e ele, apesar de possuir anos de estudos, nada pôde fazer. A sensação de incapacidade e impotência é inaceitável para o homem moderno, a ciência deve ter explicação e solução para tudo (vide o exemplo atual da gripe AH1N1, que esse ano já possui vacina).
A moralidade ganhou novos traços, o sucesso e o dinheiro passou a valorizar o homem mais do que os meios utilizados para alcançá-lo. É melhor fazer um pacto com o demônio a ver a dizimação de uma doença traiçoeira, justificativa plausível com o contexto da situação. No entanto, esse novo moralismo é praticado de forma velada e, apesar de todos serem beneficiados com o avanço do conhecimento e a expansão do capital há a mediocridade de condenar o modo como tais feitos foram alcançados.
Condenar Fausto por ter feito um pacto com o diabo para curar as pessoas é o mesmo que ser comunista usando calça da Forum e tomando Coca-Cola. É o típico pensamento “Acho errado e condeno o modo como determinados benefícios são adquiridos, no entanto, não abro mão de usufruí-los”.
A velha discussão do ter versus o ser também é retratado em Fausto, onde um colar de ouro tem o poder de transformar a imagem e a auto-estima de alguns personagens. Para ser mais específico, a tia de Gretchen fica em estado de êxtase ao ver um colar de ouro e até muda de postura e expressões faciais ao colocá-lo.
Dessa cena é possível extrair milhares de reflexões sobre a sociedade contemporânea e a falsa idealização da felicidade nos ganhos materiais. Ter jóias, um bom carro ou roupas caras não torna a pessoa melhor nem pior, mas mudam a imagem que os outros têm sobre ela. Nossa busca incessante por sucesso está muito atrelada aos bens materiais que possuímos e ao grau de importância social que você possuí tanto profissionalmente como na própria sociedade.
Tal argumento é de fácil comprovação, basta fazer um simples exercício de memória. Quando conhecemos alguém a primeira coisa que perguntamos, após o nome, evidentemente, é “O que você faz?”. Isso demonstra que a imagem que temos dos outros se constrói a partir do papel social desempenhado por ela.
Dentro da sociedade nós desempenhamos diversos papeis sociais, como demonstra Pierre Bourdieu na Teoria dos Campos exposta em seu livro Os usos sociais da ciência. Ou seja, fazemos parte de vários campos e desempenhamos papeis diferentes em cada um deles. Por exemplo, em casa você pode ser o filho querido ou a ovelha negra da família, no trabalho pode ser o profissional dedicado e proativo ou o funcionário desleixado, na faculdade pode ser o aluno dedicado ou aquele que só pensa em festas. Cada meio de convívio representa um campo em que você é um agente com diferentes graus de relevância.
Voltando ao falso moralismo predominante no homem, cito a discriminação sofrida por Gretchen por causa de seu romance com Fausto e o fato de ter sido mão solteira fruto desse relacionamento “imoral”. Se apaixonar por alguém que não seja do agrado da família é errado? Isso a torna uma pessoa má e desmerecedora de necessidades básicas como um abrigo num dia de frio intenso? Não! Mas a hipocrisia reina e se sobrepõe até mesmo sobre a tão aclamada razão.
A vida de uma criança foi sacrificada só porque, por convenção, decidiram que há todo um modelo social a ser seguido, não importando a vontade real do indivíduo nem o que ele sente, o id deve ser totalmente reprimido.
O filme Beleza Americana faz um retrato muito claro da falsidade diária na qual convivemos impostas por esse falso moralismo. Digo sempre “falso” porque, na realidade, todos possuímos desejos e fantasias muito mais perversas do que a realizada por Gretchen e Fausto, porém, a escondemos e ainda condenamos quem as realiza.



Escrito por Érico Oyama às 20h30
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A Volta do Messias

Depois de ser dispensado por Vanderlei Luxemburgo no início da temporada de 2006 parecia que a história de Giovanni no Santos havia terminado. Algo que machucou aqueles, como eu, que são fãs eternos daquele que, apesar de nunca ter conquistado nenhum título com a camisa santista, é um dos maiores ídolos do alvinegro praiano.

Mas graças a iniciativa do novo presidente, Luiz Álvaro de Oliveira, o messias, assim chamado pela torcida, voltou e, aos 37 anos de idade, irá se despedir de maneira digna do futebol e vestindo a camisa que sempre declarou ter devoção.

O mundo se torna a cada dia mais pragmático e ávido por resultados, não importando os meios necessários para alcançá-los. Foi essa a principal razão da dispensa do meia em 2006, quando Luxemburgo retornava da fracassada aventura européia e precisava se reafirmar como treinador. Alguns meses depois o peixe era campeão paulista e não havia como argumentar o por que da não permanência do messias.

Apesar de ter havido sucesso naquela campanha e em todo o trabalho posterior eu, como eterno devoto de Giovanni, nunca me conformei com o modo que ocorreu a dispensa. Porém, dentro de mim, sempre soube que não havia sido um “adeus”, mas sim um “até logo”. É difícil encontrar um jogador com amor declarado a um time e, além do mais, trata-se de um baita jogador.

Seja bem vindo Giovanni, sentimos muito sua falta.

Eu e toda nação santista somos eternamente agradecidos pelo inesquecível 5 a 2 sobre o Fluminense na semifinal do Brasileirão de 1995.



Escrito por Érico Oyama às 18h40
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Incômoda Passividade

Não houve nada de mais importante em 2009, tratou-se de um ano em que não há nenhum evento esportivo de relevância e nem eleições para cargo público algum. O quadro político se agitou mais com o escândalo do mensalão protagonizado por  José Arruda, governador do Distrito Federal, do que por algo relevante ou positivo.

As eleições já começaram de forma implícita, só falta a decisão por parte dos tucanos: ou José Serra ou Aécio Neves será o candidato à presidência? Seja quem for o escolhido, posso dizer que o PSDB vem fortíssimo para colocar um hóspede de direita no Palácio do Alvorada. Dilma Rousseff já está confirmada nas entrelinhas e, aliás, está tendo a campanha mais comprida da História. Afinal, o PAC (Projeto de Aceleração do Crescimento), além dos objetivos práticos, nada mais é do que um "filho da Dilma" e não é segredo algum que tratam-se de medidas eleitoreira.

A ex ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, tem ótimas ideologias e é uma pessoa ética e bem intencionada, mas a eventual candidatura servirá mais como uma vitrine para galgar triunfos futuros do que visando uma vitória no quadro atual.

Já Ciro Gomes corre por fora, ainda não decidiu se concorre a Presidência da República ou ao Governo do Estado de São Paulo. Seja qual for o andar dos fatos ele vem como forte candidato à vitória devido a ampla participação no cenário político nacional nesses últimos anos.

No primeiro parágrafo escrevi que não houve nenhum grande evento esportivo, me referia, é claro, as Olimpíadas e a Copa do Mundo. Por isso prefiro os anos pares, são muito mais agitados, sempre com uma mega competição esportiva e logo depois a corrida democrática. Pena que uma grande parcela da população brasileira só goste das competições que envolvam esforço físico, até porque quando a competição relevante começa o que se houve são apenas reclamações pelo horário político.

Ano que vem teremos Copa do Mundo e em seguida a corrida pelos principais cargos executivos e legislativos do país. E o que mais me entristece é que quando se pergunta para qualquer um quem é o técnico da seleção brasileira e os seus possíveis vinte e três convocados a maioria irá saber a resposta na ponta da língua. Já se perguntar quem é o Presidente da República e seus trinta e oito Ministros a maioria não saberá ao menos um quinto dos nomes.

Não quero tirar o foco dos brasileiros do futebol, até porque eu sou um desses que lê e se informa muito mais sobre esportes do que sobre política ou economia. Mas sim, um mínimo de interesse pelo o que ocorre em Brasília, na capital do seu Estado, na sua cidade ou até mesmo em seu bairro ou condomínio. Os síndicos até recebem salário e são isentos de pagar condomínio, se não, o número de candidatos para o cargo correria o risco de ser zero.

A imagem dos políticos e da política só irá mudar quando o número de pessoas sérias e compromissadas superar o de safados e sem vergonha. Os bons passarão a corromper os maus e não ao contrário. Porém, enquanto reclamar e se manter passivo for a atitude (ou não atitude) predominante não teremos o tão sonhado país do futuro.

 



Escrito por Érico Oyama às 21h10
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Egoísmo necessário

É estranho como vai se dando a configuração da história de nossa vida. Não sou de escrever sobre coisas pessoais, até porque acho que não é de interesse de ninguém, mas devido a fase pela qual estou passando achei interessante abordar um pouco assuntos relacionados a mim.

Assuntos para escrever não faltam, tivemos o apagão histórico, o erro grotesco do Simon no domingo, as palavras nada gentis de Belluzzo e o posterior empate enfadonho do Palmeiras diante do lanterna Sport. Todos esses temas renderiam belos textos, polêmica é o que não falta.

Porém, na situação delicada em que me encontro estou sendo quase que forçado a acompanhar todos esses casos de longe, sei somente o básico, meu conhecimento não vai muito além do que qualquer um sabe. O que é uma afronta ao princípio básico de alguém que pretenda ser um dia jornalista: estar sempre bem informado.

Desde que entrei no curso de Jornalismo minha visão e objetivos profissionais mudaram totalmente. Queria única e exclusivamente trabalhar com esportes, hoje não há mais prioridade quanto à editoria que quero fazer parte. Adoro economia, amo esportes e aprecio a cultura, mas comecei a pensar "Se quero ao menos tentar mudar algo nesse país tenho de trabalhar com política". Não quero ser um denuncista preguiçoso que somente aponta os erros, quero mostrar que o caminho para a mudança é mais simples do que se pensa, só que a tal da cobiça atrapalha, e como.

Até um tempo atrás estava lendo feito um louco e um processo de desmistificação do mundo passou a se desenvolver em minha mente. Teve início uma sensação de enojamento com os atos humanos, quase como um misanpotrismo, e passei a compreender o porquê de existriem e terem existido tantos revolucionários do decorrer da História.

A minha escolha pelo Jornalismo foi o fato de poder trabalhar e se divertir ao mesmo tempo. Porém, nos últimos tempos comecei a me questionar se não seria egocentrismo de minha parte me preocupar apenas com o meu bem estar sendo que vivemos numa barbárie constante.

Pela ironia do destino minha saúde ficou debilitada depois que todo esse turbilhão de pensamentos passaram a me atordoar. A podridão do mundo me corroeu e estou entendendo porque é melhor ser um alienado do que um ser racional.

Antes de querer mudar o mundo eu vou ter de dar uma pausa e tentar cuidar ao menos de mim mesmo.

O desejo de agir é inválido se você é desprovido de poder. Não me refiro apenas ao poder monetário ou político, há o poder da mente, o poder do corpo. No entanto, não excluo, de forma alguma, o poder financeiro.

Os altruistas que me perdoem, mas enquanto eu não conseguir estar realizado e bem, em todos os sentidos, vou ter de parar de me importar com o mundo e pôr o meu espírito revolucionário para descansar por algum tempo.



Escrito por Érico Oyama às 12h00
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Cenário sendo configurado

Finalmente houve uma primeira declaração explicita de que Dilma Rousseff é sim candidata petista ao cargo de Presidente da República nas eleições 2010. Em entrevista divulgada no dia 22/10/2009 no jornal Folha de S. Paulo o presidente Lula se defende das acusações de pré-campanha e diz que é um direito do governo “colher o que se plantou”.

 Aos poucos o quadro eleitoral vai ficando mais claro, o provável candidato tucano, José Serra, lidera as pesquisas quantitativas, mas ainda adere ao discurso “vamos ver”. Ele é quem tem o maior número nas pesquisas, no entanto, tem como concorrente interno o governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Mais jovem, com ótima retórica e uma já considerável carreira política o neto de Tancredo Neves corre por fora e pode desbancar o ex-ministro da Saúde.

Marina Silva deixou o PT por divergências ideológicas e possuí a simpatia de muitos, porém sua candidatura é muito mais visando o futuro, seria como a formação de uma base para uma vitória posterior.

Ciro Gomes ainda é uma incógnita, mudou seu título de eleitor do Ceará para São Paulo e tudo indicava que concorreria ao cargo de governador paulista. Contudo, o que se tem visto nas últimas semanas são articulações de alguém que tem pretensões maiores. Caso concorra com presidente seria um empecilho as pretensões do PT, que teriam perdas de voto e ainda sofreriam enfraquecimento na coligação partidária.

 



Escrito por Érico Oyama às 20h32
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O cara

A imagem que temos de um jogador de futebol é daquele sujeito alienado, não atento aos problemas que acercam o mundo. É claro que me refiro apenas àqueles que jogam no Brasil, até porque dentre os europeus essa realidade tem um diferente caráter.

Existem vários estilos de boleiros: os malas, os baladeiros, os religiosos, os galãs, os simplórios e os excêntricos. A maioria se encaixa em mais de uma denominação, os malas geralmente são baladeiros, por exemplo.

 A moda é colocar ex jogador de futebol para ser comentarista, algo que é positivo para a mídia, os diplomados em jornalismo podem me xingar, mas nós jornalistas (ou futuros jornalistas), nunca saberemos como é, de fato, uma concentração, um treino, o vestiário e muitas outras sutilezas que envolvem o mundo da bola.

 Jogador diplomado, ou que busca um diploma acadêmico, é coisa rara. Dentre os times grandes temos o zagueiro corintiano William, que é formado em Ciências Econômicas, Richarlyson, que cursa Educação Física e o goleiro santista Felipe, que também estuda Educação Física.

Toda essa introdução serviu para poder me referir a um sujeito que vai contra todos os estereótipos e conseguiu, e consegue, ser bom em várias atividades. 

 Sócrátes Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, ou simplesmente Dr. Sócrates, foi ídolo da nação corintiana, fez parte de uma das melhores seleções de todos os tempos (a de 1982), se formou em Medicina enquanto jogava pelo Botafogo de Ribeirão Preto e hoje é comentarista do canal Cultura. Ufa! No entanto, o craque não conseguiu realizar o seu maior sonho: ver o Brasil mudar.

Esquerdista assumido, o primogênito de Raí não se encaixa em nenhum perfil de um jogador de futebol comum. Alias, comum é um adjetivo que não se encaixa ao Magrão. Por influência do pai, que era extremamente estudioso, Dr. Sócrates tem cultura geral amplíssima e, além disso, teve atuação política destacada durante sua carreira como jogador: foi um dos chefões da famosa Democracia Corintiana, jogava com uma faixa na cabeça transmitindo mensagens de  paz e é defensor de idéias marxistas.

Presto essa homenagem ao brilhante ex camisa oito porque ele foi o convidado dessa noite do programa “Fim de Expediente” da CBN. Ao lado de José Godoy, Luiz Gustavo Medina e do divertidíssimo Dan Stulbach o calcanhar de ouro contou histórias hilárias e mostrou que apesar de ter todos os motivos do mundo para “se achar” é um cara dos mais simples.

Teria que ter no mínimo dez mil caracteres para poder contar tudo o que foi contado (caso queira ouvir o programa fica disponível no WWW.cbn.com.br). Porém, no fim do programa duas de suas respostas me chamaram a atenção: entre cigarro e charuto ele escolheu cigarro e entre a Revolução Francesa e a Revolução Cubana ele ficou com a Cubana. 

 Isso é Dr. Sócrates.



Escrito por Érico Oyama às 20h35
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Palmeiras no rumo certo

Fez muito bem o Palmeiras em comprar 100% do passe de Pierre, o guerreiro do circulo central. Não só por causa de suas belíssimas atuações com disarmes eficientes e limpos, mas também porque durantes esses dois anos e meio de clube se tornou um dos xodós da torcida e é um homem integro.

Outra atitude inteligente do Verdão foi o anúncio de que não irá vender nenhum jogador do elenco, a não ser, é claro, que nenhum algum integrante da equipe queira deixar o Parque Antarctica, aí não tem santo que segure.

O problema é que ainda faltam 26 dias para o mercado europeu se fechar e até lá muita especulação vai rolar. Caso a palavara de Belluzzo e compania consiga se concretizar há grandes chances de Muricy conquistar o penta consecutivo.

Sim, porque considero o rabugento mais querido do país como campeão do Campeonato Brasileiro de 2005. O próprio Alberto Dualib admitiu isso em conversas por telefone divulgadas pela imprensa tesmpo depois da "conquista corintiana".

Daqui a alguns anos poucos se lembrarão da lambança que foi a máfia do apito, muito menos saberão deizer quem foi Edilson Pereira de Carvalho. Só os mais antenados no futebol guardarão a sete chaves na memória o0 caos que foi 2005.

Voltando ao Palmeiras, trata-se de um exemplo claro de como dois ou três meses fazem muita diferença no sertame. Hoje, quase ninguém faz menção à desclassificação fatídica da Libertadores e das saídas conturbadas de Keirrison e Luxembrugo.

Mas lembrar para que?

Keirrison foi embora? Agora eles têm Obina (parece cômico mas é real).

Luxemburgo se foi? Agora eles têm nada mais nada mesnos que Muricy Ramalho, simplismente o técnico mais desejado no futebol nacional.

Esse ano parece que a massa alviverde vai sair da fila de 15 anos sem conquistar um título do Campeonato Brasileiro, e o melhor, da série A.



Escrito por Érico Oyama às 17h08
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Complexidade humana

Vivemos uma grande farça todos os dias, escondemos a maioria de nossos sentimentos em troca da aceitação social. Mas aí é que surge a questão: o que é ser socialmente aceitável?

Pensamos sobre tudo e sobre todos, porém, a maioria de nossas opinões ficam guardadas na mente, faz com que haja uma corroção interna, daí surge a explicação para o fato de ser tão bom ter com quem desabafar.

Suplicamos para que as pessoas sejem mais verdadeiras.

Condenamos a falsidade, que é considerada um dos piores defeitos existentes no homem. Será?

Na verdade somos todos falsos, vivemos uma mentira diária. Escondemos o que realmente pensamos sobre os outros. E quando existe alguém que é totalmente verdadeiro o que acontece? É considerado arrogante. Mas então qual o melhor caminho a ser seguido?

Os budistas dizem que o segredo da vida é o equilibrio, porém, em algumas situações isso soa como hipocrisia disfarçada. Gritamos ao mundo que valorizamos a verdade, só nos esquecemos de avisar que apenas as verdades boas devem ser ouvidas, ou seja, as verdades "más" devem ser omitidas.

Considero verdades boas os elogios proferidos a alguém: "Você está linda hoje", "Que belo texto esscreveu no jornal", "Jogou muito bem". E más: "Que roupinha mais brega essa sua", "E ai já se recuperou do chifre que tomou?", "Você não competência intelectual suficiente para passar nesse teste".

Resumindo, as verdades boas são os elogios e as verdades "más" são as críticas. Não existe crítica positiva, toda vez que uma crítica é emitida é com intuito destrutivo.

O que os livros de auto-ajuda ensinam sobre conquistar pessoas é nada mais do que sempre dizer o que as pessoas querem ouvir. Afinal de contas uma massagem no ego estimula inumeros sensações. É simples, basta saber como se expressar e não ser precipitado, afinal, somos capazes de perceber quando um elogio é muito falso.

Por isso não me surpreende o tanto que os atores vivem mudando de namorados e quase nunca permanecem solteiros. Ora, tratam-se de mentirosos profissionais.



Escrito por Érico Oyama às 15h23
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Fim dos tempos de bonança

Corintiano sempre foi o torcedor mais chato, até porque, tem que se admitir, são os mais fanáticos. Quem é que não se lembra deles gritando “Eu nunca vou te abandonar. Porque eu te amo!!!” logo após a derrota para o Grêmio na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2007, que confirmou o rebaixamento. A segunda divisão, ironicamente, fortaleceu ainda mais a relação de amor torcida-time. Mas com o Corinthians é assim mesmo, tanto é que o período de maior crescimento no número de corintianos foi no período de fila do time, entre 1955 e 1978. Segundo eles “Quanto mais sofrido melhor”.

Nos últimos anos o quadro de “insuportabilidade” passou a se encaixar mais aos são-paulinos. Era simplesmente insuportável, não dava para discutir futebol com nenhum são-paulino, qualquer coisinha que se falava e eles já vinha esbanjando “Só sei que eu sou tricampeão mundial, tricampeão da Libertadores e o Brasileirão já virou rotina”, restava aos torcedores de outros times se calar e se corroer de raiva por dentro. Tudo bem. Não falou nenhuma mentira e ainda se saiu por cima.

Flávio Prado, jornalista esportivo da rádio Jovem Pan-AM e da Gazeta, sempre disse que no caso do São Paulo é o time que tem que empurrar a torcida e não a torcida empurrar o time. “Se o São Paulo está ganhando e jogando bem é uma festa danada, mas se o São Paulo joga mal e o placar não é favorável a torcida é completamente inútil”, diz. De fato, ano passado fui ver São Paulo x Fluminense, uma vitória simples daria o título para os paulistas, e dentro de casa, o que é melhor ainda. O Morumbi estava com lotação total, o cenário estava totalmente apto para a festa, contudo, havia um Flu com risco de rebaixamento pela frente e Tartá abriu o placar a favor dos cariocas, silêncio total no estádio. E a torcida? Permaneceu calada, exceto as organizadas, e o que se ouvia eram xingamentos de todos os quilates. Depois do empate de Borges o cenário mudou e gritos de incentivo voltaram e ecoar.

Torcer nas horas boas é fácil, encher a boca para tirar sarro da cara dos outros é fácil, xingar jogador é fácil. Porém, qual o verdadeiro papel do torcedor? A meu ver é estar do lado time para o que der e vier. Torcedor de verdade veste a camisa do time no dia seguinte de uma derrota.

Esse ano o inferno astral do tricolor paulista parece não ter fim: caiu nas semifinais do Paulistão ante o maior rival, o Corinthians; foi eliminado da Libertadores por um time nacional pela quarta vez consecutiva; terminou o casamento de três anos e meio com Muricy Ramalho; vai mau das pernas no Campeonato Brasileiro; e o Cícero Pompeu de Toledo, motivo de orgulho para o clube, vem acumulando prejuízos, ainda mais depois que Palmeiras, Santos e Corinthinas passaram a deixar de mandar jogos no Morumbi.

Nesses anos de bonança o São Paulo tornou mais estreito o seu relacionamento com os outros três grandes do Estado e com a Federação Paulista, até entendo que em certos casos teve (e tem) razões para tal. Contudo, a boa fase parece ter tido seu fim e os resquícios pelo salto alto são sentidos agora.

Quero ver quem é são-paulino, qual a verdadeira cara do torcedor tricolor. Ou teremos Morumbi as moscas no restante do Campeonato Brasileiro? Paradoxalmente o estádio, que motivo de orgulho, também é prejudicial ao time. Explico: Santos e Palmeiras podem até ter médias de público inferiores ao do São Paulo, mas, devido à estrutura do estádio, a torcida exerce maior pressão e conseguem incentivar mais o time.

Espero que Juvenal Juvêncio e companhia nunca tenham e dissabor de serem rebaixados, porque aí sim o Morumbi ficará as moscas. E os tão orgulhosos tricampeões de tudo só saberão xingar e apontar culpados para os fracassos.



Escrito por Érico Oyama às 23h46
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Muricy e sua saída

Num país em que a impaciência é a principal virtude dos cartolas podemos considerar longíqua a passagem de três anos e meio de Muricy Ramalho pelo São Paulo. Na Inglaterra Alex Ferguson está no comando do Masnchester United há 22 anos e  Arsene Wenger, do Arsenal, esrá no clube há 13 anos.

O que mais me estranhou não foi a demissão em si, mas sim, a época do ano em ela ocorreu. Quem tem a memória um pouco conservada se lembra muito bem que nos últimos três anos o tricolor paulista sempre teve o início de ano conturbado, faz um Campeonato Paulista morno, perde a Libertadores de modo desastroso (sempre para algum time brasileiro) e depois renasce das cinzas, sempre sendo coroado com a conquista do Campeonato Brasileiro ao final do ano.

As desculpas dadas são as de que o relacionamento com os jogadores estava desgastado, muitos deles vinham reclamando a permanência no banco e que o técnico estava desmotivado. Agora vamos à analise fria dos fatos: quem reclamou do banco? Borges (justa reclamação), Washington (é titular, mas não vem rendendo bem, portanto Muricy tinha toda razão em substituí-lo durante os jogos) e André Lima... O que? André Lima? Hauhauhuahuahuahuah!!! Não é a toa que José Simão fala que a profissão mais fácil no Brasil é a de humorista, afinal de contas a piada já vem pronta. Preciso falar alguma coisa? Só posso dizer uma coisa "André Lima, você é um tremendo de um BRINCALHÃO!!!".

Admiro Muricy Ramalho, não por suas qualidades como técnico, mas principalmente, como pessoa. É um cara ético, integro, de palavra, qualidades cada vez mais rara não só no futebol, mas no mundo. Tem como lema nunca quebrar contrato e nem coloca multa por recisão por parte do clube, ao contrário de certos treinadores que fazem questão de colocarem valores astronômicos e depois fazem de tudo para ser demitido. Mercado para o mau humorado mais querido do Brasil não falta, no entanto, ele já declarou que quer descansar por um tempo, nada mais justo. Só dou um conselho: se quer realmente descando é bom contratar uma secretária, pois convites para voltar a labuta não faltarão e a cada demissão de algum técnico de time garnde seu nome, com certeza, será a primeira opção da lista.

Me espantou a rapidez com que Ricardo Gomes foi anunciado substituto de Muriçoca. Achei a escolha equivocada, não vejo nada de mais no ex-treinador da Seleção Olímpica.

 



Escrito por Érico Oyama às 11h20
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Jornalismo não tem segredo

Como estudante de Jornalismo pode parcer uma sandice o que vou afirmar nesse post, mas com as devidas argumentações meu posicionamento será compreendido. Sei que haverão muitas opiniões contrárias as minhas, mas fazer o que? E que bom que opiniões divergentes existem, afinal de contasm foram séculos de luta e muito sangue escorrido para alcançarmos o regime político atual, a democracia.

Errou o STF em deixar de exigir o diploma para quem queira exercer o Jornalismo? Não!

Estudo o tal do Jornalismo e muito do que aprendemos não é nada que exija altos estudos específicos e horas a finco nos assentos acadêmicos. Então quer dizer que sou um tremendo troxa? Pode ser, interprete da maneira como preferir. Mas pense comigo: não é injusto, e até mesmo irracional, não permitir que alguém formado em Ciências Políticas, Gastronomia, Ciências Econômicas, Turismo... seja impedido de fazer uma matérias sobre o assunto peloi qual é especialista pelo simples fato de não possuir o diploma de Jornalismo? Quem entende mais de economia? Um jornalista ou um mestre no assunto?

O problema do jornalista é que ele sabe de tudo mas não sabe de nada. O conselho que um foca mais ouve é "Leia de tudo. Saiba de tudo, um jornalista tem que ter uma cutura geral", mas pense bem, essa não é uma regra que se encaixa apenas a nós. TODOS devem, ou pelo menos deveriam, ter uma cultura geral. Dizer que só jornalista sabe escrever bem também é um argumento fraco, senão medíocre. TODOS devem, ou pelo menos deveriam saber escrever bem, uma das primeiras coisas que aprendemos na escola é a ler e... ESCREVER.

"Ah, mais quem não estudou Jornalismo não sabe das estruturas de texto que uma matéria deve ter, não sabe o que é lide nem pirâmide invertida". Esse é o problema? É só chegar no cara ao pé do ouvido e dizer "É o seguinte, as informações principais devem estar no primeiro parágrafo e nos parágrafos posteriores você vai pondo informações de menor relevância", pronto!

Por que faço Jornalismo? Porque meu sonho sempre foi ser jornalista e não especialista em determinada área. Eu quero ser aquele que sabe de tudo mas não sabe de nada. Quero investigar. Quero passar noites sem dormir. Quero tomar chuva. Quero trabalhar no feriado enquanto todo mundo está se divertindo. Quero comer McDonald´s no fim da noite porque não tem mais nada para comer. Quero ser pago para me manter bem informado. Quero a adrenalina das redações e dos estúdios.

Só para finalizar uma informação: um tal de Joelmir Beting e um tal de Juca Kfouri nem formados em Jornalismo são, pois cursaram Ciências Socias na USP. E até que eles são bons jornalistas.



Escrito por Érico Oyama às 09h11
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