O primeiro gol a gente nunca esquece
Pela primeira vez o garoto Neymar, de apenas 17 anos, entrou como titular entre os profissionais. Engana-se quem acha que é muita pressão em cima de um talento em potencial. Ao contrário de Lulinha o menino de canela finas não se intimidou diante dos pouco mais de 16 mil torcedores que compareceram ao Pacaembu. Ainda há muito o que se corrigir e melhorar no atacante, que peca ao prender demais a bola e exagerar no individualismo. Mas o que mais chama a atenção nele é o porte físico, possuí altura de 1,74m e, pasmem, apenas 54 kg. O estilo de jogo dele se caracteriza pelos dribles em velocidade, porém porte físico é uma necessidade nos moldes do futebol atual. Só para tranqüilizar os santistas, o pupilo já faz treinos especiais para fortalecimento da musculatura. São pontos fáceis de serem lapidados e corrigidos. Talento, visão de jogo e bom posicionamento ele já possuí, qualidades cada vez mais raras no mundo da bola. Afinal de contas correr e dar trombadas são tarefas que qualquer cabeça de bagre executa. Foi a terceira vez que o atacante atuou pelos profissionais, qualidade ele já havia demonstrado nos dois jogos anteriores, faltava o mais importante: marcar gol. A torcida pediu e Neymar atendeu, com um peixinho estiloso ele marcou o terceiro do Santos na goleada de três a zero sobre o Mogi Mirim. A comemoração teve mais estilo ainda, com um soco no ar, lembrando um certo camisa 10 que já jogou no time da Vila. Pela primeira vez vi um jogo do meu Santos no Pacaembu, pela primeira vez vi Neymar atuando e pela primeira vez ele marcou um gol, primeiro de muitos, pelo menos é o que esperam Wagner Manciini e companhia. Os investimentos e expectativas em relação a Neymaravilha são muitos, se 10% se concretizar será um ídolo do futebol brasileiro. Caso um dia seja um craque de renome poderei estufar o peito e dizer: “Quando o Neymar marcou o primeiro gol da carreira eu estava presente no estádio. “
Escrito por Érico Oyama às 08h17
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