Santos Classificado

Enganou-se quem achou que o Santos viria com uma postura defensiva e iria esperar o Palmeiras atacar para sair no contra-araque. Os comandados de Vagner Mancini pressionaram a saída de bola palmeirense desde o início e não deram espaço para a criação de jogada do adversário.

Madson foi o destaque da partida com uma atuação que teve raça, velociadade, coração, vontade e esforço contínuo. Não parou um minuto sequer e esteve presente em todas as partes do campo. Foi o autor do primeiro gol após belíssimo passe de Neymar.

No segundo tempo a nova dupla de revelações santistas entrou em ação. Paulo Henrique, o meia que joga com inteligência, lançou Neymar, o atacante de canelas finas, que entrou com a bola dominada dentro da área e sofreu penalti, que foi convertido por Kleber Pereira. Mas peraí, meia inteligente com atacante de canelas finas, parece que eu já vi esse filme antes.

Fábio Costa tomou um frangasso no chute despretensioso de Pierre, 2 a 1 no placar.

Venceu o melhor, que teve mais vontade, que lutou mais, que foi mais objetivo, que foi mais ofensivo.

Mas, infelizmente, o fato que tomará conta dos jornais de amanhã e dos papos de esquina não será a brilhante atuação do Peixe. Mas sim o show protagonizado por Diego Souza após ter sido expulso por causa de uma discussão com o zagueirão Domingos.

Não é novidade para ninguém que jogadores de futebol vivem trocando "elogios" dentro de campo. Cabe ao meia do Palmeiras ter mais calma e malanfragem para saber contornar certas situações.

Diego Souza perdeu toda a razão quando quiz partir para a agressão física. Fiquei assustado com sua atitude após sua expulsão, ficou totalmente fora de si e queria porque queria partir para cima de Domingos.

Quem pagou ingresso para ver futebol acabou sendo brindado com um belo impom de Diego Souza em Domingos. Depois ainda querem cobrar paz nos estádios e atitude amistosa por parte das torcidas. Não estou, nem quero, defender a violência por parte da torcida, mas acho que o exemplo deve começar pelos protagonistas do espetáculo: os jorgadores.

Quem fez a melhor campanha na primeira fase foi derrubado por quem se classificou no último minuto para as semifinais. Fato no mínimo curioso e que justifica a paixão que causa esse tal de futebol.



Escrito por Érico Oyama às 23h51
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