Inter tranquilo
Com uma bela cagada do destino o Santos conseguiu emplacar uma goleada sobre o abatido tricolor das Laranjeiras. Caso Kebler Pereira tivesse saído no lugar de Molina, que ficou cansado, a vitória seria bem mais suada. Apesar do Fluminense ter ficado com um jogador a menos na metade do segundo tempo, ainda assim conseguia impor forte pressão sobre o time de Vagner Mancini. A ressaca pela eliminação da Copa do Brasil, contra o Corinthians, parece ainda não ter esgotado seus efeitos sobre a boa equipe do Fluminense. O duro mesmo é ver um elenco tão bom, como possuí o Flu, nas mãos de um treinador que prioriza o toque de bola a marcação de gols. “O gol é apenas um detalhe”, segundo Parreira. Quando o treinador chegou nas Laranjeiras disse “É bom voltar ao dia a dia de um clube, estava com saudades da adrenalina”, acho que agora ele já enjoou de tanta adrenalina, corre o risco até de ter uma overdose. A semana de Carlos Alberto Parreira não será fácil, terá que lidar com críticas de torcedores e dar mil e tentar dar mil e uma explicações para o mau desempenho da equipe nos últimos jogos. Até o mês de agosto, quando todas as atenções são focadas no Brasileirão, o campeonato fica morno, em segundo plano. Quando o mês oito chegar começa a fase de reabilitação para os eliminados nos torneios mata-mata, Copa do Brasil e Libertadores, é a chance de salvar o ano. Já quando chega outubro, com a competição no seu auge, começa a fase das declarações “E se...” referindo-se a pontos desperdiçados no início do sertame. Bom mesmo é participar de dois campeonatos ao mesmo tempo e ir bem, aliás, super bem, em ambas. É o caso do Internacional de Porto Alegre, com um elenco de dar inveja a qualquer time brasileiro, os gaúchos que vestem rubro não tem do que reclamar, estão bem encaminhados nas duas principais competições do país. Segura o Inter que eu queri ver. O clássico Choque-Rei não teve nada de mais, daqui uma semana nem os torcedores do Sâo Paulo e Palmeiras se lembrarão desse jogo. Pelo placar já se pode ter um ideia do nível do jogo, afinal, jogo sem gols é jogo chato, é jogo frustrante, é jogo para se esquecer. Os destaques foram o pênalti claro cometido por Mirando sobre Diego Souza e as duas expulsões, uma para cada lado.
Escrito por Érico Oyama às 21h13
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