Complexidade humana
Vivemos uma grande farça todos os dias, escondemos a maioria de nossos sentimentos em troca da aceitação social. Mas aí é que surge a questão: o que é ser socialmente aceitável? Pensamos sobre tudo e sobre todos, porém, a maioria de nossas opinões ficam guardadas na mente, faz com que haja uma corroção interna, daí surge a explicação para o fato de ser tão bom ter com quem desabafar. Suplicamos para que as pessoas sejem mais verdadeiras. Condenamos a falsidade, que é considerada um dos piores defeitos existentes no homem. Será? Na verdade somos todos falsos, vivemos uma mentira diária. Escondemos o que realmente pensamos sobre os outros. E quando existe alguém que é totalmente verdadeiro o que acontece? É considerado arrogante. Mas então qual o melhor caminho a ser seguido? Os budistas dizem que o segredo da vida é o equilibrio, porém, em algumas situações isso soa como hipocrisia disfarçada. Gritamos ao mundo que valorizamos a verdade, só nos esquecemos de avisar que apenas as verdades boas devem ser ouvidas, ou seja, as verdades "más" devem ser omitidas. Considero verdades boas os elogios proferidos a alguém: "Você está linda hoje", "Que belo texto esscreveu no jornal", "Jogou muito bem". E más: "Que roupinha mais brega essa sua", "E ai já se recuperou do chifre que tomou?", "Você não competência intelectual suficiente para passar nesse teste". Resumindo, as verdades boas são os elogios e as verdades "más" são as críticas. Não existe crítica positiva, toda vez que uma crítica é emitida é com intuito destrutivo. O que os livros de auto-ajuda ensinam sobre conquistar pessoas é nada mais do que sempre dizer o que as pessoas querem ouvir. Afinal de contas uma massagem no ego estimula inumeros sensações. É simples, basta saber como se expressar e não ser precipitado, afinal, somos capazes de perceber quando um elogio é muito falso. Por isso não me surpreende o tanto que os atores vivem mudando de namorados e quase nunca permanecem solteiros. Ora, tratam-se de mentirosos profissionais.
Escrito por Érico Oyama às 15h23
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